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Salman Rushdie comemora o retorno à literatura na Festa Literária Internacional de Paraty

     Em nome do primeiro filho, Zafar Haroun, o escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie escreveu “Haroun e o Mar de Histórias”, publicado em 1990, um ano depois de ter sido lançada contra ele a “fatwa” do aiatolá Khomeini, então líder religioso do Irã, ordenando que os muçulmanos o matassem. Tudo por causa de “Versos Satânicos”, publicado em 1989, em cujo capítulo 6 o personagem Gibreel Farishta, em meio a alucinações, insinua que Maomé teria sido um devasso. Mesmo que o livro seja um emaranhado de sonhos dentro de sonhos, alguém no universo do fundamentalismo islâmico do Irã entendeu que se tratava de uma blasfêmia.
     Difícil acreditar, como observou o jornalista Silio Boccanera, que entrevistou Rushdie para a Mesa 10 da Flip nesta sexta-feira (6), que Khomeini tivesse encontrado tempo, entre suas leituras de textos sagrados, para as 600 páginas dos “Versos Satânicos”. O fato é que a condenação valeu ao autor tanto a celebridade instantânea como uma década inteira de vida reclusa. “Haroun e o Mar de Histórias” nasceu a pedido do filho mais velho: enquanto ele ainda escrevia a obra que acabaria mudando sua vida, Zafar pediu que escrevesse uma história para ele.
     O primogênito tinha dezoito anos quando nasceu Luka, que também pediu um livro para si. “Luka e o Fogo da Vida” teve lançamento mundial, nesta sexta-feira, durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Trata-se de uma continuação da saga de Haroun, na qual o menino segue o irmão pelo mundo da imaginação, em busca de uma cura para o pai, que, enfeitiçado, perdeu a capacidade de contar histórias. Sir Salman Rushdie, condecorado pela rainha da Inglaterra, como destacou Boccanera, tem agora uma vida menos reclusa, 21 anos depois da “fatwa”, e circulou com bastante liberdade pela velha cidade.
     Parte da viagem do herói acontece sobre um tapete voador. Rushdie conta que sempre desejara colocar um desses objetos míticos num de seus livros, mas descobriu que o colombiano Gabriel Garcia Márquez o havia precedido, no premiado “Cem Anos de Solidão”. O enredo foi especialmente construído para Luka. O personagem central é canhoto como ele, tem a mesma idade – doze anos – e viaja na companhia de um cachorro e um urso que podem voar. O filho do escritor tem um cachorro labrador cujo nome é Urso.
     Sobre o tempo que passou sob ameaça de assassinato, quando teria sido obrigado a viver praticamente invisível, Salman Rushdie comentou que não lhe produziu mudanças na visão de mundo nem proporcionou mais ou menos inspiração. “Nem diria uma coisa dessas, porque poderia estimular alguma pessoa a tentar a mesma coisa. Na verdade, eu não estava invisível, pelo contrário – estava sempre cercado de homens armados, o que equivalia a ficarem me apontando e dizendo: ele está bem aqui”, brincou.
     O senso de humor com que Rushdie se refere à ameaça dos aiatolás chega a surpreender e provoca risos na platéia. “Era um problema que eu tinha que superar. Eu estava no fogo cruzado de uma luta e havia muitas das coisas que eu detesto, como a violência, a intolerância e o ódio aos livros. Mas havia também a coisa boa que era saber que eu estava do lado certo”, acrescentou.
     Para um escritor satírico como ele, disse Rushdie, era importante manter a consciência dos valores que estava defendendo. O período em que permaneceu sob a “fatwa” vai finalmente virar livro. “Estou escrevendo agora”, revelou. “Aconteceu aquilo e se eu fosse inventar, diriam que era ficção de má qualidade”, observou, dizendo que escreve muito devagar: “Comecei há quatro ou cinco meses e escrevi umas 60 ou 70 páginas”. Questionado se mudou sua opinião sobre os fundamentalistas, ele disse que não. “Antes de haver escrito os ‘Versos Satânicos’, antes de ser afetado pessoalmente, eu já tinha pensado no fanatismo religioso”, revelou.
     Vivendo agora em Nova York, Salman Rushdie se diz surpreendido com a religiosidade dos americanos. “Os americanos ficam chocados se você diz que não tem religião”, estranha. Ele observa que não gosta de religiosos porque julgam que têm respostas para tudo. “Eu prefiro as pessoas que fazem perguntas”, acrescentou. O autor se declara conhecedor de Machado de Assis, de quem prefaciou uma edição em cachemir, e influenciado por outros escritores latino-americanos, como o argentino Jorge Luis Borges e Garcia Márquez.
     Rushdie promete para daqui a uns anos o livro sobre o período em que foi um condenado à morte. Antes de “Versos Satânicos”, ele já era um escritor premiado. Ganhou o Booker Prize em 1981 pelo romance “Os Filhos da Meia-Noite”. De volta a uma vida quase normal para uma celebridade, ele comemora o fato de ter voltado a ser apenas um escritor.

(Fonte: site oficial da FLIP)

 

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