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Portugal diz sim a acordo ortográfico

 

Adoção de novas regras para unificar a língua portuguesa em nações lusófonas foi aceita por parlamentares do país europeu, permitindo que as mudanças sejam colocadas em prática em 2010

 

O parlamento português aprovou ontem, a exemplo do Brasil, o acordo ortográfico que prevê a padronização do idioma nos países lusófonos.

Esperada, a decisão já surtiu efeitos deste lado do Atlântico: ao saber da aprovação, o ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, ordenou à Secretaria de Educação Básica que estabeleça um cronograma para o treinamento dos professores da Educação Básica. Na prática, 2010 é o prazo previsto para que as editoras brasileiras adaptem todos os livros didáticos distribuídos em escolas públicas.

O governo brasileiro aguardava apenas a ratificação do protocolo por parte de Portugal para agilizar o processo de mudanças, que promete influenciar a vida dos 190 milhões de brasileiros. A proposta vem sendo debatida há pelo menos 18 anos, quando um acordo inicial foi firmado pelos países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Na época, um documento final ainda teria de ser ratificado por pelo menos cinco nações para que o projeto entrasse em vigor. No entanto, só três o referendaram: Brasil, Portugal e Cabo Verde. Por conta disso, a comunidade decidiu criar um Protocolo Modificativo, que reduziu para três o número de signatários necessários.


Dos três que já haviam assinado, Brasil e Cabo Verde repetiram o gesto. Em novembro passado, São Tomé e Príncipe também confirmou a aceitação do protocolo. Na prática, as mudanças já poderiam ter ocorrido nos três países, mas a ausência portuguesa emperrou o processo.

                            Até 2010, editoras terão de adaptar os livros didáticos


A partir de agora, com a inclusão oficial dos portugueses, as modificações tendem a começar a mudar. Ontem, representantes do MEC já estudavam a elaboração de uma cartilha com o novo vocabulário, para distribuir entre educadores. Até 2010, as editoras terão de adaptar os livros didáticos.


Para os demais tipos de texto, o cronograma ainda não foi definido. O certo é que, mais cedo ou mais tarde, livros de literatura, dicionários, provas de concursos públicos, jornais e revistas, entre outras formas de escrita, passarão por mudanças.

Na opinião do presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, o acordo é bom tanto para o Brasil quanto para Portugal.

- São 10 milhões de pessoas em Portugal e 190 milhões no Brasil, e os livros portugueses não são bem-vindos no Brasil. Para eles, é um mercado enorme, e para nós também será ótimo - afirmou.

A mudança também foi bem recebida no Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS). Conforme o diretor do órgão, Cássio Bessa, a reforma é uma atualização necessária.

- Acreditávamos que os portugueses estavam céticos com relação à mudança, por serem mais conservadores, mas é muito bom saber que se mostraram favoráveis. Estava mais do que na hora - disse Bessa.

Por outro lado, na Secretaria Estadual de Educação, as mudanças são vistas com reserva. O impacto financeiro da alteração nas 2,8 mil escolas estaduais do Estado preocupa uma das coordenadoras da Divisão de Ensino Médio do Departamento Pedagógico, Maria Teresa Rossi.

- Temos muita dificuldade para manter nossas bibliotecas. Além disso, não sabemos qual será o reflexo dessas alterações nos alunos - afirmou.


                                           Alfabeto será ampliado de 23 para 26 letras


     Entre outros aspectos, a proposta prevê que a grafia das palavras se aproxime ao máximo da pronúncia, por meio da remoção de consoantes mudas, como ocorre no Brasil - assim, em vez de escrever "adoptado", os portugueses terão de usar "adotado", por exemplo. Já o alfabeto aumentará de 23 para 26 letras, com a inclusão oficial do "k", do "w" e do "y", e haverá novas regras para o uso de hífens e acentos.


     A resistência é grande em Portugal especialmente por parte de escritores e de algumas personalidades, que consideram o acordo uma "rendição desnecessária à influência brasileira". Além disso, se no Brasil o protocolo é bem visto, em parte, porque permitirá uma expansão de mercado para os livros escritos no país, essa possibilidade é outro fator de descontentamento para muitos lusitanos.


     Por outro lado, os defensores das mudanças alegam que a padronização facilitará buscas na internet e uniformizará termos jurídicos para a elaboração de contratos internacionais.

 

(fonte: jornal ZERO HORA)

 

 

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