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PORTUGUÊS E POESIA

Feira do Livro com público recorde

 

       Em sua 30ª edição a Feira do Livro retornou à praça Zeca Netto, reunindo milhares de visitantes durante os cinco dias da promoção literária. Os organizadores estimam que mais de oito mil pessoas tenham passado pelo evento. Os dias de sol e o clima ameno propiciaram o passeio de grupos escolares, famílias e até de trabalhadores que aproveitaram o horário de almoço para prestigiar a programação cultural. A dimensão do movimento pode ser constatada através da planilha de acesso da carreta cultural do SESI/FIERGS. Conforme o assistente cultural Deivid Trindade, somente naquele espaço houve o ingresso de 2.150 crianças.

O tema escolhido “Os 80 anos do nascimento de Barbosa Lessa” e o lema “Os desafios da Metade Sul - Uma visão histórica e cultural” foram sugeridos pelas entidades culturais por intermédio do poeta e jornalista Catulo Fernandes. “Acreditamos que uma Feira do Livro deve se identificar com as questões regionais e propor debates que venham a contribuir para o desenvolvimento integrado porque cultura acima de tudo é instrumento de mudança e reflexão”, ressaltou. O evento também prestou uma justa homenagem com entrega de troféus aos ex-patronos camaquenses.

As crianças, o principal alvo da Feira, tomaram conta do palco central. Em quatro sessões bastante concorridas o poeta e brincadeiro Mario Pirata e a escritora infantil Léia Cassol cantaram, improvisaram versos e divertiram os pequenos contando histórias. Cerca de 500 crianças passaram pelo local a cada apresentação enchendo de alegria os corredores e estandes das livrarias.

A Feira contou ainda com palestras do escritor Joaquim Moncks e dos educadores Gilberto Bueno da Silva, Suzete Santin, Josiane Longaray e Cláudio Renato Moraes da Silva, além de oficinas literárias com Álvaro Santestevan e Inez Ramos Crespo, e contação de histórias com Rosângela Stein Pires e Sandra Santos. Durante o evento houve ainda apresentação da Orquestra de Câmara Getúlio Vargas, palestra sobre o “Centenário de Chico Xavier” com o espírita Celso Halbert, presença do poeta e escultor Oscar Lemos, oficina de restauro com Andréia Becker e encenação teatral do grupo Politchêama, além de intervenção cultural com os palhaços Choquito e Paçoquinha. A única ausência foi a do escritor e folclorista Paixão Côrtes, que por motivos de saúde não pode comparecer ao evento.

Um dos destaques do evento foi o performático Marco Bahrone, que chamou a atenção dos visitantes representando como estátua viva o poeta Fernando Pessoa. Na avaliação do assessor técnico da Secretaria de Cultura e Turismo, Gelson Gouvêa o balanço foi altamente positivo. “Foram só elogios durante toda a Feira, procuramos oferecer uma programação equilibrada que atingisse aos mais diferentes tipos de público”, resumiu.

 

 
A FEIRA 2010
 Público prestigiou o evento nos seus cinco dias

 

 

Vendas de livros tiveram crescimento

 

O Patrono da Feira o historiador, jornalista e escritor Sérgio da Costa Franco, esteve durante todo o dia de sábado, 03, acompanhando o evento. Ele participou de uma mesa redonda em programa de rádio transmitido ao vivo da Feira, visitou os estandes, doou livros para as escolas, conversou com leitores e autografou suas obras, além de visitar a sede do Núcleo de Pesquisas Históricas. “Estou lançando um novo livro o Dicionário Político do Rio Grande do Sul, e o Núcleo me forneceu dados sobre Dario Centeno Crespo, uma grande personalidade camaquense do século XX”, destacou.

Os livreiros por sua vez comemoram o resultado das vendas, que superou e muito os anos anteriores. Com um movimento constante, as bancas comercializaram livros para todos os gostos, onde o grande destaque foram as obras infanto-juvenis. Segundo Nilza Tessmann Castro, da NTC Livraria as vendas alcançaram a marca de 1.120 títulos, enquanto José Rafael Bandeira Severo, da Livraria Conhecer, contabilizou 740 exemplares vendidos.

A 30ª Feira do Livro de Camaquã foi uma realização da Prefeitura através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo em parceria com o SESC local, com o apoio da CAPOCAM, NPHC e demais Secretarias Municipais. No final do evento o prefeito Ernesto Molon declarou estar muito satisfeito com a participação da comunidade e com as inovações deste ano. Na sua ótica é fundamental que os camaquenses prestigiem eventos culturais desta natureza tanto no sentido de adquirir mais conhecimentos quanto na questão de se oportunizar promoções sadias, especialmente para nossas crianças e jovens.

 

 

Atrações de qualidade

 

Léia Cassol interagiu com as crianças

O poeta e brincadeiro Mário Pirata

A estátua viva, Marco Bahrone

Carreta Sesi sempre lotada

Hora do Conto com Sandra Santos

Poeta e escultor Oscar Lemos

Oficina de criação com Álvaro Santestevan

Inez Ramos Crespo em oficina literária

Contação de histórias com Rosângela Pires

 

 

Ex-patronos camaquenses recebem homenagem

 

         A abertura da Feira do Livro 2010 realizada na noite de 30, foi marcada por uma belíssima apresentação da Orquestra de Câmara Getúlio Vargas sob a regência de Everton Peter, e também por uma homenagem aos ex-Patronos camaquenses que ao longo do tempo contribuíram para a consolidação do evento literário mais antigo da Região. A iniciativa partiu da Secretaria de Cultura e Turismo, e na avaliação do assessor técnico Gelson Andrade Gouvêa esta foi a maneira encontrada para destacar os 30 anos da Feira.

         Na oportunidade foram homenageados o escritor e folclorista Luiz Carlos Barbosa Lessa (in memorian) que foi o primeiro Patrono em 1981. A viúva Nilza Lessa recebeu o troféu das mãos do prefeito Ernesto Molon. Os demais ex-Patronos agraciados foram os escritores Helena Beatriz de Campos Corleta (2001), Gladis Maria Ferrão Barcellos (2002), João Máximo Lopes (2003) e Catulo Fernandes (2004). No domingo, 04, o professor e filósofo Josy Barbosa de Farias (Patrono em 1999) também recebeu sua premiação. Em virtude de estarem residindo em outros municípios não compareceram Luiz Alberto Cibils (1987), Wander Martins (1997) e Lindolfo Westphal (1998). “Com certeza a secretaria irá enviar os troféus oportunamente para estes três escritores, que juntamente com os demais agraciados fazem parte da história da Feira”, concluiu Gelson Gouvêa.

 

 

"Cidade da Poesia" no Cafezinho

 

         Dentro da programação da Feira do Livro a Casa do Poeta Camaquense em conjunto com a Criarte Marketing & Eventos promoveu mais uma edição do Cafezinho Poético-Musical. O tradicional evento foi dedicado aos “80 anos de nascimento de Barbosa Lessa”, Patrono Eterno da entidade. O encontro foi aberto com uma apresentação de Manoel Camaquã e Maiquel Filho, que interpretaram canções de Barbosa Lessa e grandes músicas do nativismo gaúcho. Durante o evento também foi entregue aos dirigentes culturais presentes um kit com as obras do escritor relançadas recentemente com o aval da Lei Rouanet: “República das carretas” e “Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo”.

         Além da participação de diversos músicos locais mesclados aos recitais de poesia, o Cafezinho Poético foi marcado pelo lançamento da revista “Cidade da Poesia” nº 2 com a publicação de textos de 38 autores da Região. A presidente da CAPOCAM, Erotildes Citrini agradeceu a participação de todos e congratulou-se com o poeta Catulo Fernandes, organizador da única obra lançada na Feira do Livro. “Nosso reconhecimento à Prefeitura através da Secretaria de Cultura e Turismo pelo financiamento cultural e a Criarte pela belíssima edição da revista literária que estamos lançando”.

 

 

 

A praça é do povo

 por Catulo Fernandes

 

Como dizia Castro Alves: “a praça é do povo como o céu é do condor”. E foi isto que se viu em cinco dias de Feira do Livro na Praça Zeca Netto. Aliás, é importante que se ressalte que cada praça tem suas peculiaridades. A Donário Lopes, por exemplo, é um espaço para passeios – foi concebida como praça dos namorados – embora hoje os tempos tenham mudado. Já a Praça Cel. Sylvio Luiz por sua localização histórica é um recanto para descanso e contemplação. Diferente da Praça Zeca Netto que é o ponto de encontro de jovens e das famílias camaquenses, onde o fluxo de transeuntes é constante com o ir e vir de trabalhadores e de pessoas que se dirigem para o centro. Portanto é o melhor lugar para qualquer evento, especialmente uma Feira do Livro.

Espera-se que no futuro não surja nenhuma outra mente iluminada que venha a desacelerar o avanço cultural em que Camaquã se encontra. O acesso à cultura já é difícil e a longo prazo, imagina quando se perdem dois anos em experiências absurdas motivadas pela vaidade de quem só busca holofotes e não tem o mínimo conhecimento de causa. Mas felizmente tudo isso foi superado e milhares de pessoas voltaram a usufruir da Feira do Livro na Praça Zeca Netto. A voz do povo é a voz de Deus e contra os números não há argumento.

 

 (Fonte: Catulo Fernandes)

 

 

 

 

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