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PORTUGUÊS E POESIA

 

PASSADO E PRESENTE

Escritores enchem as estantes de literatura com livros que misturam romance com história e, em adaptações para o cinema e séries de TV, conquistam o interesse do público

por Rodrigo Gallo

Sim, são romances. Mas são tão reais, com tantos detalhes e fatos minuciosos, que chegam a se parecer com livros escritos por renomados pesquisadores de história – só que narrados com sentimento e emoção. As prateleiras de literatura estrangeira estão apinhadas desse tipo de obra, que os fãs conhecem como romances históricos. A história, aliás, também já serviu como base para inúmeros filmes e séries de TV. Diversas vezes essas produções foram inspiradas na literatura épica.

A fronteira entre história e ficção de fato é próxima nesse gênero literário, tanto que, muitas vezes, até quem conhece o tema se confunde. A verdade é que os autores dedicam anos à fase de pesquisa antes de escrever sequer uma linha. O objetivo é claro: fazer com que a obra mostre o retrato de uma época.

Quase todos esses escritores conquistaram mérito justamente porque são profundos conhecedores da história relatada em seus romances. Autores como o egiptólogo francês Christian Jacq e o arqueólogo italiano Valerio Massimo Manfredi representam com perfeição essa geração que sujou as mãos em sítios arqueológicos antes de lançar seus livros. E só decidiram partir para a literatura para levar ao grande público aquilo que tanto aprenderam nas pesquisas.

Quem lê o best seller Ramsés, de Jacq, fica com a impressão de estar navegando ao longo do rio Nilo nos gloriosos tempos dos faraós. A obra é extremamente detalhista e traz aos leitores as minúcias da vida egípcia na Antiguidade, esclarecendo detalhes da burocracia estatal, a hierarquia militar e as profundas divisões de classes sociais existentes naquela sociedade.

Manfredi também leva os leitores a viagens incríveis em seus livros, passando pela Grécia, Ásia e pelo Norte da África na trilogia Alexandros, que retrata, com precisão histórica impecável, a vida de Alexandre, o Grande: o soberano da Macedônia que conquistou praticamente todo o mundo conhecido pelos gregos no século 4 antes de Cristo. O livro quase foi transformado em filme há alguns anos.

Mas será que essas obras conseguem mesmo ser fiéis à história real? Há quem diga que sim, embora os escritores façam questão de ressaltar que modificam certos fatos para tornar a narrativa mais interessante. “Primeiro, sou romancista e só em segundo lugar sou historiador. Então, a estória precede a história, embora eu sempre conte aos leitores, por meio de notas históricas, o que tive de mudar nos livros”, esclareceu em entrevista exclusiva o romancista inglês Bernard Cornwell, autor das séries Crônicas saxônicas
e Crônicas de Arthur.

Mesmo assim, especialistas acreditam que esses livros são importantes para despertar o interesse dos jovens leitores. “O principal mérito dessas obras é trazer aos leitores leigos um pouco mais de informação sobre a história de certo momento”, afirmou o historiador Elton Medeiros, mestre em história medieval pela Universidade de São Paulo (USP). “Muitos historiadores atuais acabaram se interessando pela área porque, na infância e juventude, teriam lido obras semelhantes, o que lhes despertou a curiosidade e os fez se aprofundar no assunto.”

Medeiros destaca os livros de Cornwell. Seus trabalhos já alcançaram milhões de exemplares vendidos em diversos países, inclusive no Brasil, onde seu último lançamento, Terra em chamas, passou meses na lista dos dez mais vendidos da editora. A série aborda a unificação do Estado inglês, comandada por Alfred, o Grande. A narrativa política, no entanto, não é o que mais atrai a atenção dos leitores, mas, sim, as sangrentas e realistas descrições de batalhas épicas – presentes em páginas e mais páginas.

O livro vai aos fatos de forma tão impressionante que o autor foi convidado a ser consultor de documentários do History Channel. “Tentei ler um pouco de tudo para escrever a série e tenho uma biblioteca particular com mais de 5 mil livros. Tento ler textos originais e as interpretações históricas mais novas, mas também visito os lugares onde se passam e gasto muito tempo estudando mapas topográficos”, contou o romancista.

A dedicação às pesquisas, aliás, é a principal causa para o sucesso desse gênero, de acordo com os próprios escritores. Steven Pressfield, por exemplo, consultou todo tipo de historiador clássico para compor o cenário de seus dois principais romances: Portões de fogo e Tempos de guerra, nos quais retrata a Segunda Guerra Médica (entre gregos e persas) e a Guerra do Peloponeso (disputada entre atenienses e espartanos), respectivamente. “Minha pesquisa é feita nas fontes antigas, como Tucídides, Platão e Aristófanes, assim como Xenofonte e Plutarco, por conta de seus estudos sobre Esparta”, revelou o autor.

Como suporte para dar mais cadência e liberdade à trama, tanto Cornwell quanto Pressfield optaram por criar um personagem fictício central, que, por diversas vezes, interage com as grandes figuras da história. Porém, a invenção desse narrador participante não modifica a essência dos acontecimentos.

PESQUISA DE CAMPO
Para alguns escritores, a fase de pesquisa não termina na leitura das fontes históricas. Alguns deles, como faz Cornwell, resolvem arregaçar as mangas e ir a campo. Nada que Valerio Massimo Manfredi já não tivesse feito, afinal, trabalhou em escavações arqueológicas na Grécia, Itália e Turquia. Ele aproveitou essas experiências em seus livros. Num deles, O exército perdido, o italiano narra a epopeia dos 10 mil mercenários gregos que se alistaram no exército de Ciro, o príncipe persa – que queria derrotar o irmão e assumir o trono. Anos antes de se dedicar à obra, o autor integrou uma expedição científica que percorreu o caminho dos soldados na Antiguidade.

O inglês Conn Iggulden também levou a sério essa coisa de buscar informações in loco antes de escrever sua série sobre Gêngis Khan, chamada O conquistador: ele largou o conforto de sua casa na Inglaterra para viver durante alguns meses na Mongólia, um misterioso e pouco conhecido país asiático, localizado bem perto da China.

Durante essa expedição, Iggulden dormiu em iurtas, as barracas utilizadas pelos mongóis, bebeu chá salgado e enfrentou o clima severo do deserto de Gobi, visitando aldeias e memorizando os detalhes do relevo local. Tudo isso para entender o modo de vida nômade daquela população, que resiste até hoje, e levar esse conhecimento aos leitores.

E tudo isso está nos livros, salvo pequenas modificações propositais na história para deixá-la mais saborosa para o público. Essas alterações são devidamente esclarecidas em notas finais. Isso, aliás, é algo comum nesse gênero. Antes do primeiro capítulo de seus livros, Manfredi costuma descrever cada um dos personagens. Cornwell, nas Crônicas saxônicas, aponta as cidades onde a história se passa, pois, nem todos sabem que Londres um dia já se chamou Lundene.

FALTA DE DADOS HISTÓRICOS
O maior desafio ao escrever um romance épico não é lidar com o excesso de informações históricas sobre a sociedade retratada na obra. Pelo contrário: quanto mais fontes primárias e evidências arqueológicas, mais fácil criar um livro realista. “Num romance histórico como César, por exemplo, sei que tenho de levá-lo (Júlio César) à cena de seu assassinato. Para isso, tenho de criar falas, mas a história é sempre a mesma”, argumentou o romancista Allan Massie.

O problema para esses escritores é quando há poucos dados sobre determinados períodos da história. Cornwell, por exemplo, enfrentou esse dilema ao escrever Stonehenge, obra na qual narra uma história fictícia sobre os povos que viviam na Inglaterra durante a Antiguidade mais remota daquele país. É um período insuficientemente conhecido. “Fiz uma quantidade vasta de pesquisas sobre religiões baseadas nas cosmologias primitivas, para inventar uma teologia neolítica realista”, revelou. Um dos temas-chaves do livro é o envolvimento das pessoas com a grande construção de pedra que intitula a obra. Até hoje, pouco se sabe sobre a utilidade do monumento. Logo, a solução foi inventar!

Valerio Massimo Manfredi também foi obrigado a usar a criatividade em três obras ainda inéditas no Brasil, que são “quase totalmente fictícias”, segundo ele: Tower of Solitude, The Oracle e Chimaira. São livros, portanto, menos inspirados em evidências arqueológicas e muito mais em intuição.

Como todos os outros autores, Steven Saylor buscou fontes clássicas para escrever seus livros ambientados em Roma, também durante a Antiguidade. Ele buscou informações nas obras de Suetônio e Tito Lívio, mas, curiosamente, foi muito influenciado por um dos maiores autores de fantasia do mundo, o inglês J.R.R. Tolkien. “Em O senhor dos anéis, você consegue sentir que está em um passado distante e glorioso, cheio de grandes e terríveis eventos. Esta é a sensação que tento criar quando escrevo sobre a Roma Antiga”, disse o autor à Revista da Cultura.

A francesa Muriel Romana, outra representante dessa consagrada safra de romancistas, afirma que o conhecimento profundo sobre o tema pesquisado é o grande responsável por tornar a escrita das novelas épicas mais fácil e verossímil. Segundo ela, é importante conseguir mesclar a ficção com a realidade de modo a empolgar os leitores, mas sem deturpar os fatos reais vividos pelo personagem central da trama. Ao menos foi isso que a escritora tentou fazer em sua série sobre o explorador Marco Polo, que tomou anos de trabalho. Tanta dedicação à obra fez com que ela se tornasse “íntima” do personagem.

De acordo com ela, tanta pesquisa e estudo resultaram em um texto mais vívido sobre o navegador, que mostra não apenas os fatos mais conhecidos pelo grande público, mas, principalmente, a personalidade curiosa e determinada de Polo. “Marco me acompanha ao longo de todos esses livros, como um camarada, um amigo, um cúmplice”, contou Muriel. “Eu dei ao personagem a imagem que tenho dele. Seu apetite de viver, seu gosto por ir aos lugares antes dos outros, sua humildade, sua curiosidade em relação ao resto do mundo, sua tolerância... Marco Polo não viajava para conquistar, mas para marchar, explorar”, analisou a autora, visivelmente empolgada ao falar do protagonista de suas obras. Mas ter tantas informações sobre a vida do personagem não significa que todos os obstáculos estão superados. Há ainda a questão do anacronismo. “É difícil escrever um romance histórico, porque temos de escrever de forma a imaginar como homens e mulheres pensavam numa época muito diferente dos dias de hoje”, ponderou Allan Massie.

AOSTA EDITORIAL
No Brasil, as editoras já descobriram esse gênero. Tanto que praticamente todos os grandes escritores desse segmento têm ao menos um fã-clube no país. Em 2009, Bernard Cornwell esteve na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde foi aclamado pelos leitores e passou horas distribuindo autógrafos. Neste ano, foi a vez de Conn Iggulden falar ao público brasileiro, na Bienal de São Paulo, onde ministrou duas palestras. O investimento das editoras se justifica nas vendas. A trilogia Cleópatra, de Margaret George, vendeu mais de 160 mil exemplares no país. O imperador, de Iggulden, já superou a marca de 55 mil livros vendidos.

Se comparado a obras de outros gêneros, como livros de autoajuda ou finanças pessoais, pode até parecer uma tiragem tímida. No entanto, há uma diferença crucial: romances históricos tendem a criar um público cativo, que sempre irá acompanhar os lançamentos. No fim das contas, ler um bom romance faz bem, sim – não só para passar algumas horas, mas também para aprender um pouco de história. Entretanto, o historiador Elton Medeiros faz uma ressalva importante: nunca “compre” a versão transmitida por um livro de ficção. A obra deve servir apenas para estimular a busca de conhecimento sobre determinado assunto, apesar de alguns autores defenderem que toda obra, seja ela um romance ou não, de alguma forma é um livro de história. “Todos os romances são históricos, porque são inspirados em fatos históricos, até mesmo as ficções científicas. A única diferença é cronológica”, analisou. Então, se gostou do tema, vá atrás também de estudos específicos sobre o assunto.

INSPIRAÇÃO PARA AS TELAS
Esses romancistas históricos são tão detalhistas em suas obras que facilitam – e muito – a vida dos produtores de Hollywood. Muitos saíram da literatura diretamente para o cinema, pois têm todos os elementos que garantem o sucesso de um filme: enredo riquíssimo e envolvente, histórias épicas e, principalmente, uma forma dinâmica de contar os fatos. Tanto é assim que quase sempre as adaptações custam bilhões, mas no fim arrecadam uma fortuna e conquistam diversos prêmios ao redor do mundo.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o épico Spartacus, de 1960, que traz Kirk Douglas no papel do gladiador que comandou uma das maiores rebeliões contra de Roma, no século 1 a.C. Inspirado na obra homônima de Howard Fast, o filme marcou época principalmente por conta do grande número de figurantes usados nas gravações, da fotografia marcante e dos cenários imensos, que se transformaram em referência para o gênero.

Mas não parou por aí. Outras grandes obras também ganharam adaptações bem-sucedidas nos cinemas. Arn – O cavaleiro templário pode não ser muito conhecido no Brasil, mas foi muito bem recebido pela crítica especializada e pelo público na Europa – sobretudo na Suécia, país natal de Jan Guillou, o autor da série que inspirou o filme.

Juntos, os três volumes (A caminho de Jerusalém, O cavaleiro templário e O novo reino) venderam mais de 9 milhões de exemplares somente em seu país e contam a história de um guerreiro escandinavo que vai a Israel durante as Cruzadas. Em 2005, Ridley Scott usou um romance parecido como base para Cruzada, com Orlando Bloom e Jeremy Irons. O livro é Cruzada – No reino do paraíso, do aclamado H. Rider Haggard, também autor de As minas do Rei Salomão.

Em breve, também poderemos assistir à versão cinematográfica da série O imperador, do inglês Conn Iggulden. Na obra, ele narra a vida do general romano Júlio César. Há poucos meses, ele vendeu os direitos autorais para um grande estúdio de cinema dos Estados Unidos. Ainda não há nada confirmado, mas fala-se que os produtores planejam lançar quatro filmes, seguindo fielmente a história criada na tetralogia do autor: Os portões de Roma, A morte dos reis, Campo de espadas e Os deuses da guerra.

Os eventos históricos, de maneira geral, têm estimulado o cinema, resultando não apenas em filmes, mas também em séries para televisão bastante interessantes, como Tudors e Roma – que venceu prêmios importantes, como o Emmy.

Roma pode ser considerado um caso bastante especial. Em suas duas temporadas, a série conseguiu contar os fatos que antecederam o fim da República, deixando de lado todos os chavões sobre o assunto. Por exemplo: ao ser assassinado no Senado, César não diz aquela famosa frase “até tu” a respeito de Brutus, um dos conspiradores. Lógico: tal coisa nunca foi dita. Os autores da produção também tomaram o cuidado de retratar a cidade como ela de fato deveria ser, ou seja, extremamente movimentada, com ruas imundas, e muito desigual do ponto de vista econômico. É uma visão bastante realista, por sinal.

Esse realismo é algo difícil de encontrar nas séries e nos filmes. Quer a prova? Basta ver a quantidade incrível de obras audiovisuais que retratam a Segunda Guerra Mundial, um dos fatos históricos que mais geram interesse nos telespectadores. Em muitos casos, os livros de história são desastrosamente ignorados, resultando em erros grosseiros, que vão desde roupas até costumes ou expressões fora do contexto da época.

No entanto, há também os bons exemplos. A conquista da honra, de Clint Eastwood, inspirado na obra de James Bradley e Ron Power (Flags of Ouer Fathers), pode ser considerado patriótico demais, mas é bastante fiel aos fatos, ainda mais por ter também levado às telas o outro lado do mesmo fato histórico, em Cartas de Iwo Jima. Assim como o aclamado Platoon, de Oliver Stone, que traz uma visão triste e realista da Guerra do Vietnã. Até mesmo Steven Spielberg, que dirigiu os fantasiosos Jurassic Park e Hook – A volta do Capitão Gancho, deu sua contribuição aos filmes históricos com os belíssimos
A lista de Schindler e Amistad. O primeiro foi baseado no livro de Thomas Keneally, sobre o alemão que salvou mais de mil judeus durante a Segunda Guerra. O segundo relata a luta de escravos africanos nos Estados Unidos, no século 19.

No Brasil, temos bons exemplos de como a história influenciou a literatura e o cinema. Nas livrarias, um dos maiores sucessos dos últimos anos foi 1808, de Laurentino Gomes, sobre a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro. Nas telas, a trajetória tupiniquim foi bem representada por Desmundo, da obra da escritora Ana Miranda, dirigido por Alain Fresnot – rodado em português arcaico. O que é isso, companheiro? também levou aos cinemas o livro de Fernando Gabeira sobre o regime militar, narrando o sequestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, por grupos guerrilheiros. Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1997.

Quanto às séries, os produtores brasileiros foram responsáveis por grandes obras, como Memorial de Maria Moura, exibida pela TV Globo em 1994 – um grande retrato da mulher no século 19, inspirado no livro de Rachel de Queiroz.

Voltando mais no tempo, o século 18 também foi levado às telas na minissérie Os maias, da mesma emissora. Exibido em 2001, o programa teve 42 capítulos baseados na obra de Eça de Queirós, com uma trama abordando o declínio da aristocracia tradicional portuguesa.

(Fonte: www.revistadacultura.com.br)

 

 

 

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