39212  ACESSOS

CRÔNICA

Crônica

Pastelzinho de amanhã: a difícil arte de pilotar a vida

   “Vislumbrei o céu que tanto desejei tocar e conquistar. Agora se esfacela em minha mão como porcelana barata.”

   Um dia imaginei um belo mundo – devaneio. O que possuo neste momento? Um baú de cacos - nada além.”

   (fragmentos de Sombras, de Ticyana Franco)

   Fortes turbulências, e somos surpreendidos tendo que pilotar um avião sem manual de instrução, nem co-piloto para explicar coisa alguma, vendo todos aqueles botões sem saber o que fazer. Estamos sozinhos e inertes, na eminência de desastre sem proporções calculadas.

   Assim, é a difícil arte de pilotar a vida, de tomar comando de nossa própria existência, em momentos que nos sentimos tomados pelas adversidades, e nem sabemos o que depende de nós totalmente.

   O livre-arbítrio nos dá direito de escolha. As nossas atitudes que refletirão no presente ou mais tarde em quase tudo o que somos e fazemos. Ter metas, e quais, e tentar alcançá-las é opção. Mas nem tudo depende exclusivamente de nós, mesmo em nossa própria vida. Diversos fatores externos podem criar obstáculos para os sonhos e mesmo impedi-los. O ser humano não vive isolado e tudo que faz ou fazem, interfere em uns e outros. Parece certeiro o dito popular: “não somos uma ilha”.

   A vida é um conjunto de mais ou menos. De uma combinação do que é considerado normal e o quase, salvo poucas exceções. Aí estamos inseridos: nossa cultura, cenário, família, educação. Numa ilha, mas nunca isolados nem que quiséssemos.

   Pilotar a vida é mesmo difícil: tomar para si as decisões e suas consequencias, fazer comando das próprias ações. Tudo é complexo e aos poucos para quem almeja algo. A vitória quando acontece, geralmente não é nada espetacular ou fantástica, até porque a existência se apresenta como uma sequencia; e não os melhores episódios de uma coletânea ou os grandes hits do momento.

   Viver é tudo isso. Mas também é dar a famosa “volta por cima”.

   Somos seres racionais, e alguém duvida disso?

   Estudar, observar, criar novas possibilidades, desenvolver um senso crítico apurado, a fim de saber diferenciar o que é real e o que parece. Proporcionar à existência uma busca infindada da razão para suas coisas: como, onde, quando, os porquês. Sermos agentes e protagonistas exclusivos dessa estréia diária. Fazer das sobras de hoje, um pastelzinho amanhã. Saborear com calma e sabedoria, e aterrissar com segurança.


Ana Cecília Romeu

Publicitária e escritora

http://anaceciliaromeu.blogspot.com

 

 

 

 

 

Dentro de um abraço, de Martha Medeiros
Espelho mágico
Ele é mesmo imortal
Tribo nossa de cada idade
Viagem intergaláctica
Quindim e merengue
Cria Atividade
A tristeza permitia de Martha Medeiros
Tratado sobre a paixão literária
O bate-estaca do Chevettão 75
Francamente, senhor Wilde
Tragédias anunciadas
Brincando de Blog
Coitadinhos dos nossos ouvidos
O amor deixa muito a desejar, por Jabor
Garota de Subúrbio
Tiririca da vida?
Para se roubar um coração
Saudade nenhuma de mim
O futebol e os brasileiros
Por uma vida sustentável
Alunos apáticos, escola idem.
Os desafios da biblioteca na nova escola
35 Anos para Ser Feliz
Complexo de Guaipeca, por Carpinejar
A falta que ela me faz
Lya Luft e o ano de pensar
A elegância do comportamento
Um homem que educava pelo exemplo
Antes que a Feira do Livro desapareça!
A Última Crônica
Uma homenagem aos professores
Dos oito aos oitenta
Mais uma de Arnaldo Jabor
Curiosidades sobre o Rio Grande do Sul
Algumas piadas para adoçar a vida!
Exigências da vida moderna
Moacyr Scliar: O Senhor do Anel
Sumiço de Belchior
Sentir-se amado, de Martha Medeiros
Histórias de bichos e de livros
David Coimbra, o fusca e o frio
OS 100 ANOS DO GRE-NAL
O eu invisível
O Avião
Marias-gasolina, por Martha Medeiros
O bem e o mal da internet
A língua em todas as disciplinas
A formação do cidadão
A mentira liberdade
O bom professor
O papel da escola e dos pais
O que ensinar nas aulas de Português
Beijo na boca de Martha Medeiros
Neocaipiras - de L F Verissimo
Consumismo e solidariedade no Natal
Como lidar com o diferente
Solidariedade e egoísmos
Os talentos em sala de aula
Os casamentos na praça dos livros
A maldição da norma culta
O curso de datilografia
Os pais são os culpados
Papéis invertidos
Professor de qualidade para todos
Pense nos seus professores
Uma vida de presente
Alma galponeira e peregrina
Educação ou dissecação?
Mais sombra e menos água fresca
A neutralidade como dever
As três irmãs
A vírgula - por Martha Medeiros
Avaliação não é ameaça
Somos sempre aprendentes
A reforma ortográfica
Humor: filho estudante escreve p/ pais
Crônica do amor, por Arnaldo Jabor
Tive uma idéia!
Remendar por não prevenir
Meu zeloso guardador
Não sorria, você está sendo filmado
A síndrome da notícia ruim
Mulheres do século XXI
Quase
A professora e a justiça
O universitário e o frentista
 
Roger Tavares - Todos os direitos reservados © Desenvolvido por iPoomWeb