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CRÔNICA

 

 

Somos sempre aprendentes

por Carlos Alberto Barcellos, professor

 

 

     A cidadania pode estar mais perto de nós do que imaginamos. Coisas simples, como a delicadeza no trato com as pessoas, alimentam a esperança num mundo mais tocável. Revelamos nossa face humanitária quando assumimos que precisamos uns dos outros. A solidariedade está ao nosso alcance. Pequenos gestos de bondade enriquecem a quem dá e a quem recebe.


     Aprender lições de vida vindas de uma juventude inquieta mexe com nossa capacidade em concluir que não há mais nada por fazer.


     Partilho com os leitores essa lição de vida de uma jovem de 17 anos ao brincar com as palavras lixo e luxo, provocada por seu professor de redação. Conviver com Bruna, que é seu nome, é deixar-se tocar todos os dias por uma serenidade e uma ternura que comovem. Muitos jovens são os grandes atores de transformação dos seus grupos. Essa habilidade motiva, ainda mais a quem tem a tarefa de ser professor.


     Deixemos que a jovem Bruna nos questione e nos faça acreditar que o mundo tem sede de valores vitais.


     "Há muito tempo se imagina o luxo como sinônimo de riqueza e dinheiro, já que a elite possui bens materiais considerados raros, o que já começa a mudar com as facilidades de crédito. O luxo não está mais no dinheiro e, sim, naquilo que ele não pode comprar, como família e amigos, coisas raras hoje em dia.

     O capitalismo está em quase todos os lugares e, praticamente, rege a vida das pessoas, as quais acabam perdendo a noção do que é deveras importante em suas vidas. No dia das mães, o filho gasta dinheiro para dar um presente à mãe e, com a entrega do produto a ela, acha que seu dever está cumprido. Melhor presente seria dedicar um pouco do seu tempo para uma conversa com ela e com toda a família em todos os dias do ano, o que hoje é, inegavelmente, um luxo.

     Tanto quanto à família, a dedicação às causas humanitárias é um luxo. Se vêem muitos casos de pessoas desabrigadas, órfãs e miseráveis e pouco se faz para mudar isso. Existem, porém, aqueles que se incomodam com essa situação e tentam melhorá-la: são pessoas de luxo. Possuem aquilo que a maioria das pessoas busca, que é a riqueza interior.

     A beleza externa, que pode ser considerada um luxo, hoje, pode ser adquirida por todos, e a beleza interna, que era simplicidade, virou riqueza. Bom seria se muito daquilo que a sociedade considera lixo se transformasse em luxo. Renato Russo diria que o mais simples fosse visto como o mais importante."


     Uma sala de aula e um professor inquietador. Uma jovem que, ao brincar com as palavras, consegue traduzir com maturidade conceitos-chave no mundo de hoje como a responsabilidade pessoal e social.


     Educar é socializar. Bruna tem clareza dos valores vitais que embalam seus sonhos de juventude. Salas de aula são locais para pulsar a inquietude e a vontade de mudar.

 

(fonte: Zero Hora)

 

 

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