39546  ACESSOS

CRÔNICA

      

UMA VIDA DE PRESENTE

Estella Maris Simon - Diretora DETRAN/RS

      Por mais que as poderosas ferramentas do marketing contemporâneo nos bombardeiem com mensagens comerciais acerca do Dia das Crianças, e da importância de fazer uma criança feliz com brinquedos comprados em shopping centers, há presentes de muito mais valor e de custo praticamente zero: são os valores de vida.

       Historicamente, os valores pelos quais pautamos nossas vidas eram transmitidos pela chamada tríade da difusão cultural: família, escola e igreja. Esta última vem perdendo espaço, cada vez mais, para a mídia. A tendência reforça a importância de a escola, mas sobretudo de a família, cumprir seu papel de educador de nossas crianças. E essa educação se dá, normalmente, pelos exemplos. Ao presenciar a atitude e a postura de seus pais no trânsito – como dirigem, atravessam a rua ou realizam qualquer ação –, as crianças estão tendo uma aula de como devem se portar.

       Muito provavelmente a correria do dia-a-dia, sobretudo quando um terço dos lares brasileiros já é chefiado por uma mulher, leva os pais a quererem “terceirizar” a educação de seus filhos para as escolas. A expectativa é de que essas instituições, além de conteúdos, transmitam e construam os valores que nossas crianças necessitam para se tornarem cidadãos responsáveis no futuro breve. Uma pesquisa do início dos anos 2000 mostrou que o tempo médio de convivência de um executivo com seus filhos é de sete minutos por dia e, nesse contexto, fica realmente difícil construir valores em família. Difícil, mas não impossível.

       Se o risco de acidentes de trânsito aumenta na faixa dos oito aos nove anos de idade, como mostram as estatísticas, é sobremaneira importante que elas tenham de casa as noções básicas de como sobreviver a esse ambiente por vezes inóspito e cruel. Não é preciso necessariamente assustar, mas pelo menos conscientizar, pois elas não crêem na morte, uma vez que nos desenhos animados os personagens passam por todo tipo de situação perigosa sem maiores conseqüências. Assim, em vez de falar em morte, é melhor dizer que vai se machucar muito e que vai doer bastante, em caso de um acidente, e assim a rua não é lugar apropriado para brincadeiras.

       Mas palavras são vazias se não estiverem acompanhadas de atos seguros por parte de nós, adultos. É preciso se comportar como um pai, uma mãe, um familiar, que zela verdadeiramente pela segurança e cidadania no trânsito, e é nesse exemplo que as crianças vão reparar. Por isso, no Dia da Criança, dê uma lição de vida a seus filhos. Afinal, o melhor presente é dar um futuro.

(fonte: Zero Hora)

 

 

Dentro de um abraço, de Martha Medeiros
Espelho mágico
Ele é mesmo imortal
Pastelzinho de amanhã
Tribo nossa de cada idade
Viagem intergaláctica
Quindim e merengue
Cria Atividade
A tristeza permitia de Martha Medeiros
Tratado sobre a paixão literária
O bate-estaca do Chevettão 75
Francamente, senhor Wilde
Tragédias anunciadas
Brincando de Blog
Coitadinhos dos nossos ouvidos
O amor deixa muito a desejar, por Jabor
Garota de Subúrbio
Tiririca da vida?
Para se roubar um coração
Saudade nenhuma de mim
O futebol e os brasileiros
Por uma vida sustentável
Alunos apáticos, escola idem.
Os desafios da biblioteca na nova escola
35 Anos para Ser Feliz
Complexo de Guaipeca, por Carpinejar
A falta que ela me faz
Lya Luft e o ano de pensar
A elegância do comportamento
Um homem que educava pelo exemplo
Antes que a Feira do Livro desapareça!
A Última Crônica
Uma homenagem aos professores
Dos oito aos oitenta
Mais uma de Arnaldo Jabor
Curiosidades sobre o Rio Grande do Sul
Algumas piadas para adoçar a vida!
Exigências da vida moderna
Moacyr Scliar: O Senhor do Anel
Sumiço de Belchior
Sentir-se amado, de Martha Medeiros
Histórias de bichos e de livros
David Coimbra, o fusca e o frio
OS 100 ANOS DO GRE-NAL
O eu invisível
O Avião
Marias-gasolina, por Martha Medeiros
O bem e o mal da internet
A língua em todas as disciplinas
A formação do cidadão
A mentira liberdade
O bom professor
O papel da escola e dos pais
O que ensinar nas aulas de Português
Beijo na boca de Martha Medeiros
Neocaipiras - de L F Verissimo
Consumismo e solidariedade no Natal
Como lidar com o diferente
Solidariedade e egoísmos
Os talentos em sala de aula
Os casamentos na praça dos livros
A maldição da norma culta
O curso de datilografia
Os pais são os culpados
Papéis invertidos
Professor de qualidade para todos
Pense nos seus professores
Alma galponeira e peregrina
Educação ou dissecação?
Mais sombra e menos água fresca
A neutralidade como dever
As três irmãs
A vírgula - por Martha Medeiros
Avaliação não é ameaça
Somos sempre aprendentes
A reforma ortográfica
Humor: filho estudante escreve p/ pais
Crônica do amor, por Arnaldo Jabor
Tive uma idéia!
Remendar por não prevenir
Meu zeloso guardador
Não sorria, você está sendo filmado
A síndrome da notícia ruim
Mulheres do século XXI
Quase
A professora e a justiça
O universitário e o frentista
 
Roger Tavares - Todos os direitos reservados © Desenvolvido por iPoomWeb